Terça-feira, Novembro 18, 2008

(e)ternamente / eternally

Tenho o prazer de apresentar o meu primeiro livro de poesia (bilingue) "(e)ternamente - eternally".
Quando me propus no lançamento deste livro, não o queria deixar de fazer, sem nele transmitir os meus sentimentos. Estes poemas são um conjunto de emoções, pensamentos e sensações que o meu coração foi debitando ao longo destes anos.

O título (e)ternamente, consiste num jogo de palavras:
É terna a mente que sente, que dita, que sonha.
Eternamente… é muito tempo, ou melhor, sem tempo. A poesia transmite-me o tempo infinito. Poesia que saboreio lentamente, sem pensar no contra relógio que vivo no dia-a-dia. Sem pensar nas imposições que tento consumar todos os dias.
“E ternamente, escrevi este livro”.

Achei por bem traduzir o livro para a língua inglesa. Certamente agucei alguma curiosidade em torno disso. A resposta é bem simples. Parece contraditório, mas escolhi traduzir o livro para inglês de forma a levá-lo além fronteiras. O livro vai ser colocado à venda no Canadá, sendo um país com uma grande comunidade luso-canadiana.
Contudo, não quero desta forma ignorar a Língua Portuguesa que tão bem defendeu Fernando Pessoa, António Vieira, Luís de Camões ou mesmo Antero de Quental, Vitorino Nemésio e Afonso Lopes Vieira. Antes pelo contrário quero desta forma chegar aos países de língua inglesa levando a nossa lusitanidade.
Gostaria também de deixar neste blogue alguns agradecimentos que o fiz publicamente aquando da apresentação do livro, no passado dia 13 de Dezembro de 2008.
Agradeço por isso:

Aos meus pais por tudo o que hoje sou, pelo apoio que sempre me prestaram e pelo carinho que sempre manifestaram.
Ao Rui – o meu marido – por ter aceite envolver-se neste projecto, pelo apoio e paciência manifestada e consumada.
Ao meu irmão Adélio, que sempre que necessito tenho o seu aconchegante ombro.
À Patrícia Ribeiro e à Catarina Pinto pela amizade e pela disponibilidade que manifestarem desde o primeiro minuto para realizarem a tradução deste livro.
Ao Renato Carvalho, amigo de longa data, pela disponibilidade e pela revisão.
À Fundação da Caixa Agrícola de Leiria, à Junta de Freguesia da Barreira e à Associação de Investigação e Cultura dos Açores de Leiria, que aderiram a este projecto e pelo contributo dado à edição deste livro.
À Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira pela cedência do espaço.
À Editora Folheto, na qual tenho o orgulho e o prazer de trabalhar, pelo apoio incansável e pela disponibilidade que sempre me ofereceram.
Para além das pessoas que mencionei, agradeço também a todas aquelas que de alguma forma me inspiraram, coadjuvaram e motivaram na prossecução desta idealidade.
Deixo impressos neste livro os meus sentimentos dispostos a serem gastos pelo tempo, mas na esperança que resistam (e)ternamente.
Poderão adquirir este livro, que tem o preço de venda ao público de 10 euros, através do site:
Ou em qualquer livraria de Leiria e Marinha Grande. Estão à venda os livros no Canadá, Hamilton, através do seguinte contacto Otília Prazeres: webmaster@jessicaamaro.com.

Quinta-feira, Maio 03, 2007

Algarvia


Aninhas-te sob um manto verde,
e deixas-te serena, branda
envolver pela brisa do mar que te banha os pés…

Sussurra o vento,
sobre teus campos vastos,
ilumina o sol tuas casas alvas,
e deixas-te cintilante,
na encosta do majestoso Pico!

Nas tuas margens agrestes
mora um majestoso,
por vezes tenebroso,
outras tantas ameno
oceano!
Azul, profundo, cheio…

Que se confunde com o verde
das tuas colinas
que se embrenha com o teu padecer!

Algarvia,
minha raiz,
abraças o meu regresso,
enterneces meu retorno.

Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

Mulher

Quantas vezes choras tu de alegria?
E cancelas teus sonhos
Em busca das quimeras de quem mais amas?...

Sentes-te só tantas vezes,
Sentes-te amada sempre que amas,
Descobres em ti uma lágrima secreta
Mas ainda assim sorris…

Desdobras-te em mil cuidados
Fingindo seres forte,
Abres no teu peito mais um lugar
Para alguém que te magoou!

Quantas vezes tentas fugir ao amor?
E sofres calada as dores que te consomem?
Mas no fim de amares,
Entregas-te sem reservas…

Ser mulher
É ter a certeza
De que tudo é incerto!

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Saudade

Por quem choras?
Por quem rogas teus terços?

Oh, sentimento ingrato…
Oh, saudade de um destino!

Porque me levas?
Porque quem me tomas?
Porque fazes de mim um capricho?

Se ao menos tivesses pena de mim!
Se ao menos soubesses que eu existo…
Se ao menos me deixasses sentir-te…!

Mas…

Tu extravasas a minha ALMA,
Com o teu cheiro tão português…
Tenho hoje, tal como outrora

Saudades de sentir saudade!

Sem título...

Tenho o teu cheiro dentro de mim
Tenho-o na minha lembrança…
Sossega-me a ALMA
Ter-te a meu lado!

Companheiro,
Amigo,
Confidente,

És para mim o meu porto de abrigo…
A quem recorro para desabafar!
Enfrentas comigo o mundo
Que dizes não ser maior que eu…

Pois,
Eu penso diferente!
O nosso amor…

Esse sim…

É maior que o mundo.

Sexta-feira, Abril 28, 2006

Meus pais

São salpicos de ternura,
Pinceladas de amor.

São poemas fugidios

São pétalas de vida…

São o meu berço
São as minhas vivências
São as minhas emoções

- imensas-


Porque na verdade…



Foi em vós que cresci
Foi em vós que acreditei
Foi em vós que cheguei mais alto…

Vós …
Que por amor me deste a vida,
Vós…
Que com amor,
Ensinaram-me a crescer
Ensinaram-me a amar…

Vós …
Que sois meus amigos

Meus fiéis depositários
Meus segredos guardados!

Vós …
Sois o início da minha vida
Que a entrego a Deus…
Mas Deus…
Têm-vos junto a mim para me guiarem.


A vós somente entrego amor…

Sexta-feira, Abril 21, 2006

Mãe


Abafas com o teu carinho
Os meus medos e ansiedades.
Afagas com tuas mãos doces,
com o teu sorriso sincero…
Um fino pedaço de ser.

Sem ti o que seria?
Sem ti o que seria o sol da minha vida?
Sem ti…
Certamente perderia uma parte de mim.

Mãe…
De amor,
Sinceridade,
Fascínio,
De tudo o que explora o meu ser.

Um abraço,
Um beijo
Muito para além disso…
É amor, é paixão
É um sentimento que não se exprime,

Aquele que me ensinaste,
Aquele que me legaste,
Mãe…
Só em ti a minha vida tem sentido.

Mulher destemida, mulher com audácia
Quantos tormentos passaste?
Quantos medos enfrentaste?
Quantas vezes tiveste mesmo a desistir?

És o alento nos meus dias
És um espelho de bondade

Mãe…
Guardar-te-ei para sempre na minha ALMA.

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Ai se eu pudesse um dia

A noite deveria adormecer,
Tal como eu adormeço em seus braços
Com o leve murmúrio da escuridão…



Sinto-me forte!
Embalada pela luz que raia em meus sonhos…


Ai se eu pudesse um dia…


Olhar novamente em frente
E ver tudo como era outrora…

Lembranças de uma menina
De longas tranças pretas
A respirar o ar
Que hoje se torna insuportável!


Ai se eu pudesse um dia…


Sorrir, só porque o arco-íris me sorria
Em manhãs cinzentas
Que traziam o cheiro a terra batida…

Das primeiras chuvas de Maio…


Ai se eu pudesse um dia…


Olhar novamente em frente
E ver tudo como era outrora…

A pensar na sociedade
E no Homem que com ela coabita…
Uma réstia de esperança,
Gritante,
Frágil,
Ténue…

Triste fado,
A do ser que se vai destruindo…
Triste fado,
A de um povo que não luta pela sobrevivência…
Triste fado,
Quem morre sem amor…


Ai se eu pudesse um dia…


Olhar novamente em frente
E ver tudo como era outrora…